Bolsonaro lamenta morte de controverso autor de jingles de direita

MC Reaça, 26 anos, segundo as primeiras informações, enforcou-se. Deputada do PSL estranha porque "ele estava cheio de vida e de planos" na manifestação a favor do governo de dia 26.

Tales Volpi, conhecido pelo nome artístico MC Reaça e autor, segundo o próprio, de "funks de direita" de apoio a Jair Bolsonaro durante a última campanha eleitoral, foi encontrado morto no sábado. Segundo o site Conexão Política, muito ligado à extrema-direita do Brasil, o artista foi encontrado enforcado.

"[Tales] tinha o sonho de mudar o país e apostou no meu nome por meio de seu grande talento. Será lembrado pelo dom, pela humildade e por seu amor pelo Brasil. Que Deus o conforte juntamente com seus familiares e amigos", comentou o presidente brasileiro na sua conta oficial no Twitter.

Ainda no Conexão Política, a deputada Bia Kicis, do PSL, partido do presidente, estranhou o seu aparente suicídio. "Segundo amigos que estiveram com ele na [Avenida] Paulista dia 26, ele estava feliz e cheio de planos", disse em publicação nas redes sociais sob o título "a estranha morte de MC Reaça". Nesse dia realizaram-se manifestações a favor do governo em todo o país.

Bia também disse que, segundo a advogada do Tales, algumas informações que estão a circular na internet não são verdadeiras. "A sua advogada afirma que estão inventando que ele sofria de depressão", destacou.

MC Reaça ficou conhecido após gravar jingles nas manifestações contra a ex-presidente Dilma Rousseff e em apoio a candidatura de Jair Messias Bolsonaro em 2018. O jingle mais conhecido, que chegou a ser partilhado por filhos do presidente, levantou críticas de feministas. "Dou para a CUT [central sindical conotado com o PT] pão com mortadela e para as feministas ração na tigela. As 'minas' de direita são as "top" mais bela enquanto as de esquerda tem mais pelo que cadela".