Há uma barreira de vidro a proteger a Torre Eiffel

De dois lados há um muro de vidro antibala, dos outros dois, uma vedação metálica: a Torre Eiffel adapta-se aos tempos e à ameaça terrorista

Os trabalhos de reforço de segurança na Torre Eiffel, composto por barreiras de vidro e uma cerca metálica em forma do monumento, estão quase completos.
"Um dos dois pilares da segurança é a cerca de 6,5 cm de espessura", disse Bernard Gaudillère, presidente da Sete, empresa que explora o ex-libris parisiense, numa visita à imprensa.

A barreira de vidro, com 3 metros de altura, diz Gaudillère, "é sólida, à prova de todos os testes e de absoluta segurança" diante de disparos de balas. O dispositivo é completado por outros que impedem a entrada de veículos automóveis, "particularmente resistentes".

Estas paredes erguem-se ao longo do Quai Branly e da Avenida Gustave Eiffel.

Já a cerca de metal foi instalada nos outros dois lados do perímetro, ao longo dos jardins laterais agora integrados à Torre Eiffel. A vedação metálica tem a particularidade de ter a forma da própria Torre.

A livre circulação no perímetro da Torre Eiffel terminou em junho de 2016 devido ao risco terrorista. As barreiras de construção instaladas pela segurança foram consideradas "feias" pela empresa que explora a construção, a Sete.

As obras para melhorar a segurança em definitivo iniciaram no outono de 2017. "A maior parte do trabalho será concluída em meados de julho", disse Bernard Gaudillère, presidente da Sete, e deverá ser concluído em meados de setembro. O acesso aos jardins que circundam a Torre vai continuar livre.
Apesar das obras, o número de visitantes não diminuiu. Esperam 6 a 7 milhões de entradas na construção desenhada por Gustave Eiffel.

A segurança do perímetro da Torre Eiffel custou quase 35 milhões de euros.

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