Bali bane o uso de plásticos descartáveis

Medida tem uma moratória de seis meses mas depois disso as autoridades passarão a aplicar multas pesadas. Objetivo é reduzir, em 70%, o plástico no mar, durante o próximo ano de 2019

São cada vez mais as imagens, fotografias ou vídeos, que denunciam uma realidade impossível de esconder durante muito mais tempo atrás de fotografias de sonho de um destino paradisíaco: plástico aos molhos, na areia das praias, à deriva, no fundo do mar. Assumindo o problema, querendo encará-lo de frente, o governador de Bali decidiu proibir o uso de plásticos descartáveis. Para reduzir o plástico no mar. Em 70%. Durante este ano de 2019.

A medida prevê uma moratória de seis meses, segundo reportou o jornal Jakarta Post, mas depois disso serão aplicadas multas pesadas. "Se desobedecerem, tomaremos medidas, como não renovar as licenças de funcionamento", disse o governador Wayan Koster, citado pelo jornal indonésio, sublinhando que é preciso substituir o plástico por outros materiais. Abrangidos pela proibição estão sacos de plástico, palhinhas de plástico ou caixas e copos de espuma descartáveis, muito usados para take away de refeições em vários restaurantes ou venda de comida na rua.

Apesar de ser difícil, por vezes, estabelecer a origem dos plásticos que aparecem no mar, os especialistas acreditam que 80% do lixo que aparece nas praias de Bali é produzido na própria ilha da Indonésia. Bali é uma ilha extremamente turística e também dá nome a uma província que inclui, por exemplo, a pequena ilha de Nusa Penida, onde mergulhadores já fizeram vídeos chocantes da quantidade de plástico que existe dentro do mar.

O governo da Indonésia lançou o ano passado um plano nacional para reduzir o lixo no mar até 2025 no valor de mil milhões de dólares (cerca de 900 milhões de euros). Segundo Jakarta Post, uma sondagem do Indonesia Plastic Bags Diet Movement, revelou que 90% dos residentes de Jacarta, capital da Indonésia, são a favor da redução do uso de plásticos.

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