Angola legaliza associação LGBT

A Associação Íris Angola, uma das raras associações de defesa dos direitos dos gays, lésbicas, bissexuais e transgénero no continente africano, foi registada pelo Ministério da Justiça

Após uma espera de cerca de cinco anos, a Íris Angola - única associação LGBT de Angola e uma das raras em todo o continente africano, teve o seu registo aceite pelo Ministério da Justiça no país. A notícia, confirmada no passado dia 12, motivou elogios de diversos setores. Nomeadamente da organização internacional Human Rights Watch.

Carlos Fernandes, diretor da Ìrs Angola, citado pelo portal Global Voices, considerou esta legalização "um momento histórico" e o"virar da página para todos os cidadãos homossexuais, que passam a ter uma entidade reconhecida pelo estado, o que dá ainda maior legitimidade às suas intervenções desta organização no quadro do trabalho que desenvolve na defesa e promoção dos direitos LGBT".

Já a LAMBDA, associação LGBT moçambicana, elogiou o reconhecimento da sua congénere angolana mas lamentou não ter recebido ainda o mesmo tratamento do governo de maputo, do qual aguarda há uma década o reconhecimento formal.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.