Recolher de imagens para preservar memória do Museu Nacional

Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro querem ajudar a recuperar acervo destruído pelo incêndio

Face à tragédia do fogo que destruiu o acervo do Museu Nacional brasileiro, no último domingo, um grupo de estudantes universitários lançou uma campanha nas redes sociais para recolher o maior número possível de imagens e vídeos que os visitantes do Museu tenham registado ao longo dos anos, de forma a tentar reproduzir ao máximo o acervo perdido.

A ideia dos alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio) é oferecer, assim, ajuda ao Museu na difícil tarefa de reconstrução que tem pela frente e preservar o que resta da história do local, que completou 200 anos e tinha uma coleção de mais de 20 milhões de objetos catalogados.

"Estamos a aguardar a receção das fotos para, com calma, e em conjunto com o museu, definirmos uma forma de disponibilizar esse material no futuro, seja através de um museu virtual, um espaço de memória ou qualquer outro projeto viável, para que não se perca a memória que sobrou", disse ao Estado de São Paulo Luana Santos, uma das estudantes que promovem a iniciativa.

Fundado por D. João VI em 1818, o Museu Nacional brasileiro é o mais do país e tem ligação à Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Através de uma mensagem divulgada nas redes sociais, os alunos de museologia da Unirio pedem que os interessados em colaborar nesta reconstrução histórica enviem as imagens para os endereços de e-mail: thg.museo@gmail.com; lusantosmuseo@gmail.com; e isabeladfrreitas@gmail.com.

Ler mais

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?