Agora, na Eslovénia, quase tudo se chama Melania

A primeira dama dos EUA, que nasceu em Sevnica, é o grande trunfo de marketing num país da UE - o inimigo da "guerra comercial" lançada por Donald Trump

O The New York Times foi a Sevnica em reportagem e não encontrou nada do que, geralmente, se vê numa "guerra comercial" entre dois blocos. Pelo contrário. A terra onde nasceu Melania Trump, na Eslovénia, está numa relação comercial apaixonada com a Casa Branca: "Bolo Melania. Creme Melania. Vinho Melania. Chá Melania. Chinelos Melania. Salame Melania. Fatias de maçã cobertas por chocolate Melania."

Poucas são as atrações desta pequena cidade rural eslovena que não tenham, agora, o nome de Melania Trump. Embora o direito comercial imponha algumas restrições ao marketing... O vinho, por exemplo, chama-se "primeira-dama", enquanto os chinelos se chamam "Casa Branca".

Desde que Melania chegou, com Donald Trump, à Casa Branca, o turismo tem crescido muito em Sevnica. E os locais agradecem a Trump. Até porque, garante um dos cidadãos da Eslovénia ouvidos pelo The New York Times, "muita gente pensava que o país se chamava Eslováquia".

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.