Abusos sexuais na Igreja: Papa chama bispos de todo o mundo a Roma

Francisco convoca reunião com presidentes das conferências episcopais de todo o mundo para debater "a proteção de menores". Será em fevereiro de 2019

O Papa Francisco convocou uma reunião com os presidentes das conferências episcopais (organismos que congregam os bispos em cada país) de todo o mundo para debater "a proteção de menores", anunciou esta quarta-feira o Vaticano.

Segundo o comunicado do Conselho de Cardeais, que foi ouvido pelo bispo de Roma para tomar esta decisão, o encontro terá lugar de 21 a 24 de fevereiro de 2019.

Na reunião desta quarta-feira de manhã, o Conselho refletiu longamente com o Papa sobre os abusos sexuais de menores, que têm manchado a Igreja Católica em muitos pontos do globo, nomeadamente nos Estados Unidos, Irlanda, Austrália e Chile.

Neste texto sublinham-se os pontos já divulgados num comunicado na passada segunda-feira, no qual se indicava que os cardeais apoiavam a reforma da Cúria Romana "e formularam a sua plena solidariedade ao Papa Francisco em relação aos acontecimentos das últimas semanas, conscientes que o atual debate deve ser feito pela Santa Sé com os eventuais e necessários esclarecimentos".

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.