"A minha Europa é a de Dionisis Arvanitakis." Juncker despede-se do padeiro de Cós

Presidente da Comissão Europeia lamentou a morte do padeiro grego que desde de março de 2015 oferecia 100kg de pão por dia a refugiados

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, reagiu com pesar à notícia da morte do padeiro grego que oferecia pão aos refugiados que chegavam à ilha grega de Cós. O luxemburguês recordou um "cidadão europeu exemplar que tinha sido recompensado pelas instituições europeias pela sua rara generosidade e sensibilidade com as centenas de imigrantes desfavorecidos".

"A minha Europa é a Europa que Dionisis Arvanitakis simbolizava", reforçou Juncker, na sua declaração. "Tem uma boa viagem, querido padeiro de Cós, que todos os dias deu pão às almas esfomeadas que tiveram de conhecer tanto sofrimento."

Arvanitakis foi criado numa família de dez e teve uma infância pobre. Emigrou para a Austrália com 16 anos e só regressou à Grécia em 1970, com 28. Foi na ilha de Cós que se instalou e foi aí que gastou as suas poupanças para abrir uma padaria, segundo o obituário que lhe dedicou o jornal americano The New York Times.

Em março de 2015 o seu mundo mudou. Quando a crise de refugiados chegou à ilha de Cós, Arvanitakis começou a oferecer 100 quilos de pão por dia ao número cada vez maior de refugiados que aparecia nas suas costas. E na altura disse aos jornalistas que conhecia o "sentimento de não ter nada".

Dionisis Arvantakis morreu no passado dia 17 de fevereiro, aos 77 anos.

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