18h45 minutos no ar. Descola hoje o voo direto mais longo do mundo

Sem escalas. Um Airbus A350 da Singapore Airlines iniciará hoje a rota aérea comercial mais longa de todas as existentes. Como manter os passageiros calmos?

Dezoito horas e 45 minutos, talvez um pouco menos, se os ventos ajudarem. Singapura-Newark (EUA). Pelas 16.45 de hoje (hora de Lisboa), partirá do aeroporto de Changi (Singapura) o voo comercial direto mais longo de todos os que atualmente cruzam os ares. 161 passageiros estarão a bordo de um Airbus A350-900 da Singapore Airlines para este voo inaugural de uma rota que a companhia pretende tornar diária a partir de dia 18 deste mês.

Serão 15 mil quilómetros cruzando toda a Ásia em direção ao ocidente e depois o Atlântico. A companhia já tinha feito esta rota entre 2004 e 2013. Só que o avião era outro, o Airbus A340-500. Razões económicas - nomeadamente uma subida no custo dos combustíveis - levaram a Singapore Airlines a desistir.

Mas agora o A350 tornou tudo diferente: é um avião bastante mais leve porque foi feito em fibra de carbono em vez de alumínio. E só tem dois motores, em vez de quatro, pelo que gasta menos. Tem uma autonomia até 20 horas, segundo os fabricantes. Na Boeing o avião que fazia estas rotas longas era o 777. A Airbus diz que um A350 gasta 25% menos.

A rota está sobretudo "desenhada" para homens de negócios. Sendo o voo direto, poupam-se duas a três horas em escalas. Não há lugares previstos em classe turística. Na classe executiva as cadeiras podem transformar-se em camas. Estão previstas duas refeições e os passageiros poderão escolher quando querem ser servidos. Cada lugar tem um ecrã ao dispor, podendo o passageiro programar uma "play list" de filmes para ir vendo durante a viagem. O bilhete mais barato custa cerca de 1430 euros; os mais caros vão para mais do dobro.

Os voos diretos quase tão longos atualmente disponíveis são da Qantas e da Qatar Airlines. O primeiro, entre Perth (Austrália) e Londres, dura 17 horas; o segundo, de Aukland (Nova Zelândia) a Doha (Qatar), 17 horas e meia. A Airbus e a Boeing estão atualmente a trabalhar em conjunto na construção de um avião que consiga transportar 300 passageiros de Sydney para Londres ou Nova Iorque sem escalas. É possível que venham a ser feitas cabines de sono nas áreas de carga do avião.

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