Incêndio no templo de Jokhang provocado por falhas na ventilação

O incêndio de um dos templos mais sagrados do Tibete teve origem na câmara de ventilação

O incêndio que afetou na semana passada o templo Jokhang, em Lhasa, capital do Tibete, deveu-se a falhas no sistema de ventilação estando afastada a possibilidade de ter sido provocado, indicam os investigadores.

O incêndio de um dos templos mais sagrados do Tibete teve origem na câmara de ventilação do piso principal, um sistema instalado há 30 anos, disseram fontes do governo local citadas pela agência oficial de notícias da República Popular da China, Xinhua.

Segundo as mesmas fontes, o fogo destruiu uma área de 50 metros quadrados e obrigou a desmontagem do telhado dourado por receio de desmoronamento.

A estátua principal do templo, um Buda de grandes dimensões assim como outros milhares de objetos de culto, não ficaram danificados.

De acordo com os investigadores, não se verificou "falha humana".

O incêndio do dia 17 de fevereiro não causou vítimas, mas obrigou ao encerramento provisório do edifício e da rua Barkhor, que rodeia o templo e que é percorrida por milhares de fiéis todos os dias.

No templo de Jokhang, com mais de 1.300 anos, vive uma comunidade de monges e é um dos locais mais venerados pelo budismo tibetano.

O Tibete foi invadido e anexado pela República Popular da China em 1950.

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