Human Rights Watch condena autorização para fechar bairros

Governo israelita decidiu de madrugada aplicar uma série de médias preventivas nos bairros do leste de Jerusalém, devido à onda de violência

A Human Rights Watch (HRW) condenou hoje a decisão do Governo israelita de "encerrar" ou "cercar" bairros palestinianos no leste de Jerusalém, considerando que afeta a liberdade de movimento sem resolver um problema específico.

"Fechar os bairros de Jerusalém Leste violará a liberdade de movimento de todos os palestinianos residentes sem ser uma resposta adequada a uma preocupação específica", sublinhou a diretora para a zona daquela organização internacional de defesa dos direitos humanos, Sari Bashi, em comunicado.

Para a HRW, os controlos que Israel vai colocar às entradas nesses bairros são "uma receita para o assédio e o abuso".

O Governo israelita decidiu de madrugada aplicar uma série de médias preventivas nos bairros do leste de Jerusalém, que Israel ocupa desde 1967, devido à onda de violência que sacode a região desde o passado dia 1, em que foram mortos sete israelitas e cerca de 30 palestinianos, 11 dos quais após perpetrar ou tentar perpetrar atentados, segundo fontes policiais.

Entre as medidas mais polémicas, pela conotação política e em termos dos direitos civis, estão as de "fechar" as populações palestinianas da parte oriental da cidade, destruir as casas dos "terroristas" sem permitir que possam ser reconstruídas, e a revogação da residência e de outros direitos básicos dos que desfrutam pelo seu estatuto de residentes em Jerusalém.

Segundo o jornal Yediot Aharonot, 16 dos 26 atacantes da onda de esfaqueamentos, agressões e ataques com armas de fogo dos últimos 14 dias eram do leste de Jerusalém, o que lhes oferece a possibilidade de se deslocarem por todo o território israelita.

Netanyahu e o seu executivo ordenaram ainda um aumento do dispositivo policial, o reforço, com seis companhias do exército, da segurança, bem como a canalização de 80 milhões de shekels (cerca de 18 milhões de euros) para recrutar 300 guardas adicionais para proteger o transporte público em Jerusalém, após dois ataques em autocarros esta semana.

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