Homem que matou o leão Cecil não será acusado de qualquer crime

Autoridades do Zimbabwe dizem que o dentista tinha os papéis necessários para realizar a caçada

Walter Palmer, o homem que em julho matou Cecil - um leão que era uma autêntica celebridade no Zimbabwe - não irá ser acusado de qualquer crime. As autoridades daquele país confirmaram que o dentista americano tinha todos os papéis legais para realizar a caçada. No entanto, dois homens vão enfrentar acusações pela morte de Cecil, enfrentando 15 de prisão.

"Entrámos em contacto com a polícia e com o ministério público e parece que Walter Palmer veio para o Zimbabwe porque tinha os papéis em ordem", explicou o ministro do Ambiente daquele país africano, Oppal Muchinguri-Kashiri, citado pela Sky News.

A morte de Cecil tornou-se num caso mediático muito devido à popularidade do leão. Com um temperamento descontraído, era o alvo perfeito para as objetivas das câmaras fotográficas dos turistas estrangeiros que visitavam o Parque Natural de Hwange e, por isso, um contribuinte acima da média para a economia de um dos países mais pobres do planeta. Cecil foi atraído para fora do parque onde acabou por ser morto por Walter Palmer, que terá pago cerca de 50 mil dólares (45 mil euros) pela caçada.

O dentista de Minneapolis defendeu-se dizendo que desconhecia a identidade de Cecil. "Se soubesse que o leão tinha um nome e era importante para o país ou para um estudo não o teria feito", explicou. O seu advogado também chegou a referir que não "havia alegações oficiais de que ele [o dentista] tenha feito algo de errado".

Walter Palmer não irá enfrentar acusações, mas o mesmo não acontecerá com dois homens, naturais do Zimbabwe. Theo Bronkhorst, um caçador profissional, e Trymore Ndlovu, dono da terra que faz fronteira com o Parque Natural de Hwange e onde Cecil foi morto, são acusados de terem atraído o leão para fora da zona protegida.

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