Homem mais rico da Dinamarca perde três filhos nos atentados

Alfred, Astrid, Agnes e Alma estavam com os pais, de férias, no Sri Lanka.

Três dos quatro filhos de Anders Holch Povlsen, o homem mais rico da Dinamarca - o maior acionista da Asos e o segundo da Zalando -, morreram num dos atentados de domingo no Ski Lanka. As oito explosões já vitimaram pelo menos 290 pessoas e deixaram 500 feridos, segundo o último balanço das autoridades.

Segundo a imprensa internacional, um porta-voz de Anders Holch Povlsen confirmou esta segunda-feira que as crianças morreram durante os atentados e pediu respeito pela privacidade da família.

Dias antes do massacre deste domingo de Páscoa, uma das filhas - Alma - postou uma imagem de três dos quatro irmãos: duas meninas e um menino - no Instagram, através das qual várias pessoas têm enviado os seus sentimentos. No entanto, não se sabe qual das crianças terá sobrevivido ao ataque.

Alfred, Astrid, Agnes e Alma estavam com os pais, de férias, no Sri Lanka.

Anders Polvsen, de 46 anos, é casado com Anne Storm Pedersen e proprietário da marca Bestseller. Desconhece-se em qual dos atentados morreram os três filhos do casal e se o resto da família estava presente no momento do ataque.

No total houve oito explosões, que ainda não foram reivindicadas. A capital do país, Colombo, foi alvo de pelo menos cinco explosões: em quatro hotéis de luxo e uma igreja. Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país. A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 08:45 (03:15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

As primeiras investigações apontam para bombistas suicidas na origem de, pelo menos, seis das explosões. Ainda não há qualquer informação oficial sobre quem serão os responsáveis pelos ataques, mas a polícia fez 24 detenções e acredita que os atacantes integram "um grupo islâmico radical".

Esta segunda-feira de manhã, o ministro dos Negócios Estrangeiros confirmou que há pelo menos 37 cidadãos estrangeiros mortos, entre os quais um português, três indianos, três britânicos, dois turcos e dois australianos. Há ainda 25 corpos por identificar.

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