Holanda importou da China 600 mil máscaras com defeito

Máscaras foram distribuídas antes de terem sido testadas. Agora estão a ser recolhidas, mas podem já ter sido postas ao serviço.

Centenas de milhares de máscaras que o governo holandês importou da China são defeituosas, estando agora o Ministério da Saúde a iniciar a retirada dos mesmos dos hospitais, informou o canal NOS.

Essa quantia é quase metade de um lote de 1,3 milhões de máscaras FFP2 oriundas da China.

Não está claro se as máscaras rejeitadas já estão em uso nos hospitais holandeses, mas isso não é inconcebível, dada a escassez do material. "Não temos uma visão geral sobre se as máscaras defeituosas foram usadas nos hospitais", disse uma fonte do Ministério da Saúde ao canal NOS.

O lote de máscaras foi distribuído entre os hospitais dos Países Baixos sem ter sido previamente testado. As máscaras foram rejeitadas pelas autoridades de saúde por não cumprirem os requisitos de segurança, ou por não encaixarem corretamente na face ou pela qualidade dos filtros.

Uma fonte diz que as máscaras rejeitadas são de baixa qualidade, nem sequer do nível de segurança inferior, FFP1. "Na melhor das hipóteses uma espécie de FFP 0,8", disse.

No sábado, os Países Baixos contabilizavam 9763 casos de covid-19 e 639 mortos. É um dos poucos países europeus a resistir à ideia de confinamento total. Ainda assim, ordenou o encerramento de escolas, bares e restaurantes até 6 de abril, pelo menos.

A ideia do governo de Mark Rutte é que a população adquira a imunidade de grupo graças à infeção generalizada da população. Uma estratégia que o Reino Unido também estava a seguir, tendo depois emendado a mão.

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