Hillary culpa diretor do FBI pela sua derrota

A declaração terá sido feita numa teleconferência que manteve este sábado com financiadores da sua campanha eleitoral

Segundo a Reuters, Hillary Clinton culpa o diretor do FBI, James Comey, pela sua derrota nas eleições presidenciais. De acordo com dois dos participantes que participaram na teleconferência, Hillary considerou que o anúncio de James Comey de que iria retomar a investigação dos emails - em carta enviada ao congresso - deu a Donald Trump trunfos para a atacar nos dias finais da campanha eleitoral.

Essa viragem a favor de Trump - que a sua equipa confirmava usando estudos de opinião - aconteceu com o anúncio de Comey. No Upper Midwest (Minnesota, Wisconsin, Michigan) sentiu-se o desgaste. Uma "erosão" eleitoral que se tornou mais visível nesses estudos, por exemplo, em Wisconsin. E depois confirmada pelos votos - desde 1984 que este terreno eleitoral não era dos republicanos.

A Reuters diz que tentou contactar um porta voz de Hillary mas que tal não foi possível.

Um financiador, citado pelo New York Times, garante que Hillary Clinton disse que a carta de James Comey "levantou dúvidas que não tinham justificação, nem base, nem provas e travou o nosso momento".

" O estrago estava feito", disse Hillary - segundo as fontes da Reuters - apesar de Comey ter vindo dias depois garantir que não havia matéria para investigar. Esta carta foi "uma motivação real para os eleitores de Trump".

O diretor do FBI disse, no dia 28 de outubro, que a agência iria abrir uma investigação a novos e-mails que surgiram e que estariam relacionados com o uso de um servidor pessoal por parte de Hillary Clinton quando esta era secretária de Estado dos Estados Unidos. O objetivo, disse James Comey, era determinar se os e-mails continham ou não informação considerada classificada.

Trump reagiu de imediato: "A corrupção de Hillary Clinton é numa escala que nunca vimos antes. Não podemos deixá-la levar o seu esquema criminal para a Sala Oval. Tenho grande respeito pelo facto de o FBI e o Departamento de Justiça estarem agora dispostos a ter a coragem de corrigir o horrível erro que fizeram".

Dias depois, James Comey afirmou que "com base numa nova análise", não se alteraram "as conclusões alcançadas em julho" sobre Clinton.

A comunicação foi feita no domingo, dia 6 de novembro, ao Congresso norte-americano assegurando que não foram encontrados elementos que alterem a anterior decisão de não acusar Hillary Clinton por qualquer ato criminal no já famoso caso dos emails. Tinham passado 11 dias.

Logo nesse dia um político próximo da campanha de Hillary Clinton afirmou à CNN, que "não é possível desfazer os estragos dos últimos dias" provocados pela decisão de voltar a investigar o assunto.

"Abriu uma ferida que não sarará rapidamente", disse.

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