Hamas proíbe festejos de ano novo na Faixa de Gaza

O movimento islamita palestiniano Hamas, que governa a Faixa de Gaza, proibiu os festejos de Ano Novo em locais públicos do território por ofenderem os "valores e tradições religiosas", informou hoje a polícia.

"O Ministério do Interior e o departamento de polícia não deram autorização a qualquer restaurante, hotel ou sala para festejos de fim de ano", disse à AFP o porta-voz da polícia Ayman Batinji, precisando que foram apresentados vários pedidos.

As celebrações de Ano Novo, prosseguiu, são "incompatíveis com os usos, costumes, valores e ensinamentos da religião" islâmica.

Os festejos são também proibidos por "solidariedade com as famílias dos mártires da Intifada de Jerusalém", acrescentou, referindo-se aos atos de violência naquela cidade nos últimos meses.

Nos anos anteriores, segundo a AFP, restaurantes, hotéis e cafés da Faixa de Gaza foram autorizados a organizar celebrações de Ano Novo.

Este ano, no entanto, qualquer "festa não autorizada" será terminada pela polícia, segundo fonte policial.

A Faixa de Gaza, um pequeno enclave de 362 quilómetros quadrados entre Israel, o Egito e o Mar Mediterrâneo, com 1,8 milhões de habitantes, foi devastada por três guerras nos últimos sete anos.

O território é governado desde 2006 pelo Hamas, que tomou o poder depois de uma luta contra o movimento Fatah, do presidente palestiniano Mahmud Abbas, que recusou entregar o poder ao movimento, vencedor das eleições legislativas.

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