Hamas engana soldados israelitas com fotos de jovens atraentes

Ataque informático foi travado pelo exército israelita, que diz que não houve "violação substancial de informações".

O Hamas usou fotografias de jovens mulheres atraentes para infetar os telemóveis de dúzias de soldados israelitas, divulgou o exército de Israel, indicando ter travado o ataque.

Os telemóveis de algumas dúzias de soldados foram atingidos, mas o exército "não conclui que houve uma violação substancial de informações", disse o porta-voz do exército, tenente-coronel Jonathan Conricus, citado pela AFP.

Segundo a mesma fonte, esta foi a terceira tentativa de ataque com malware (programa ou ficheiro que é desenhado para causar danos a um computador, telemóvel, servidor, cliente ou rede informática) em menos de quatro anos. Esta tentativa, contudo, mostra que o grupo islamita que controla a Faixa de Gaza melhorou na sua capacidade de guerra cibernética.

"O que estamos a falar hoje é mais avançado", afirmou. "Eles estão a melhorar o seu jogo."

Segundo Conricus, os ataques começaram com mensagens de alegadas mulheres atraentes. Os textos foram enviados via Facebook, WhatsApp e Instagram, assim como através do Telegram, que Israel diz que o Hamas não tinha usado antes.

"O Hamas criou perfis falsos nas redes sociais usando fotos como esta, numa tentativa de piratear os telemóveis dos soldados das Forças de Defesa de Israel. O que o Hamas não sabia era que os serviços de informação israelitas descobriram o plano, rastrearam o malware e derrubaram o sistema de pirataria do Hamas", escreveram no Twitter.

E divulgaram uma das imagens usadas.

Para evitar contactos telefónicos com os soldados, as pessoas por detrás das mensagens diziam ouvir mal ou ser recém-chegadas a Israel e falar mal hebraico.

Uma vez estabelecido o contacto, novas mensagens encorajavam os soldados a clicar numa ligação para fazer o download de uma aplicação que iria facilitar a troca de imagens.

Estas aplicações, que o exército identificou como Catch&See, ZatuApp e GrixyApp, procuravam infetar os telemóveis dos soldados com malware que daria ao Hamas o acesso total ao aparelho.

O exército disse que o ataque começou há vários meses e que Israel empreendeu "atividades defensivas" nos últimos dias, mas não afastou a hipótese de mais retaliação.

"Ações hostis do Hamas no mundo virtual têm repercussão no mundo real", disse Conricus.

O Hamas e Israel disputaram três guerras desde 2008, mas no último ano os islamitas têm vindo a desenvolver uma trégua informar, com o estado judaico a aliviar o seu bloqueio paralisante a Gaza.

Israel justifica o bloqueio com a necessidade de conter o Hamas -- considerado uma organização terrorista por grande parte do mundo ocidental -- que controla o enclave palestiniano desde 2007.

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