Guterres critica falta de coordenação internacional na luta contra a pandemia

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, criticou a total falta de coordenação internacional no combate à pandemia de covid-19, alertando que a política isolacionista de alguns países não irá derrotar o vírus.

Numa entrevista à agência Associated Press, António Guterres defendeu que é preciso que os países entendam que atuando isoladamente "estão a criar uma situação que está a ficar fora de controlo" e que uma "ação global coordenada é fundamental".

O responsável das Nações Unidas recordou que a pandemia começou na China, passou para a Europa, depois para a América do Norte e do Sul, África e Índia, adiantando que já se fala em segundas vagas de infeções que deverão chegar a cada momento.

"E há uma total falta de coordenação entre países na resposta à covid-19", considerou.

Por isso, defendeu, é "preciso que os países percebam que unindo-se, juntando as suas capacidades, não apenas na luta, mas para conseguir tratamentos, mecanismo de testagem e vacinas acessíveis a toda agente é a forma de derrotar a pandemia".

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 473 mil mortos e infetou mais de 9,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (120.913) e mais casos de infeção confirmados (mais de 2,3 milhões).

Seguem-se o Brasil (51.271 mortes, mais de 1,1 milhões de casos), Reino Unido (42.927 mortos, mais de 306 mil casos), a Itália (34.675 mortos e mais de 238.800 casos), a França (29.720 mortos, mais de 197.600 casos) e a Espanha (28.325 mortos, mais de 246.750 casos).

A Rússia, que contabiliza 8.349 mortos, é o terceiro país do mundo em número de infetados, depois dos EUA e do Brasil, com mais de 598 mil, seguindo-se a Índia, com mais de 440 mil casos e 14.011 mortos.

Em África, há 8.335 mortos confirmados em mais de 317.500 infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

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