"Há preocupações quanto à sustentabilidade da dívida pública da Grécia"

Presidente do BCE diz que a Grécia deve encontrar uma solução duradoura que garanta a sustentabilidade da dívida

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) disse esta segunda-feira que existem "sérias preocupações" sobre a sustentabilidade da dívida pública grega e afirmou esperar que o país e os seus credores encontrem uma solução de longo prazo.

"À luz das conversações entre os participantes no programa de ajustamento grego fica claro que há sérias preocupações quanto à sustentabilidade da dívida pública da Grécia", afirmou Draghi na Comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu.

O presidente do BCE considerou que "é do interesse da zona euro e da Grécia encontrar uma solução duradoura que garanta a sustentabilidade da dívida a curto e longo prazo".

Neste sentido, assegurou que "o melhor que podia ocorrer agora é que se conclua com êxito a (segunda) avaliação" sobre o cumprimento das condições associadas ao terceiro resgate financeiro ao país.

"O povo grego fez grandes progressos nos últimos meses e é muito importante que isso não seja desfeito", afirmou o líder do BCE, uma das instituições (com a Comissão Europeia, o Mecanismo Europeu de Estabilidade e o Fundo Monetário Internacional) que supervisionam o desempenho do país.

Draghi disse esperar que na próxima reunião dos ministros da Economia e Finanças da zona euro, a 5 de dezembro, se alcance um acordo sobre as medidas de alívio da dívida a curto prazo propostas no último encontro do Eurogrupo.

"Esperamos (encontrar) uma solução que restaure a confiança na sustentabilidade da dívida e aborde os principais riscos do programa", acrescentou, citado pela Efe.

No Parlamento Europeu, Draghi afirmou também que em dezembro o BCE avaliará as alternativas disponíveis para manter os estímulos monetários e assegurou que a instituição conta com ferramentas para enfrentar a escassez de títulos.

"Na nossa reunião de política monetária de dezembro, analisaremos as várias opções que podem permitir ao Conselho de Governadores preservar o nível substancial de política monetária acomodatícia necessário para aproximar a inflação do objetivo de 2%", disse Draghi.

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