Guru de seita sexual condenado a 120 anos de prisão

Keith Raniere liderava uma irmandade secreta que integrava empresárias, milionárias e atrizes de Hollywood.

Keith Raniere, líder de uma irmandade secreta de autoajuda que integrava empresárias, milionárias e atrizes de Hollywood, foi condenado pela justiça norte-americana a 120 anos de prisão por ter tomado várias mulheres como escravas sexuais.

A sentença foi proferida pelo juiz distrital Nicholas Garaufis no tribunal federal de Brooklyn, em Nova Iorque, mais de um ano depois de Keith Raniere ter sido acusado, em junho de 2019, de tráfico sexual, trabalho forçado e outros crimes.

O Ministério Público tinha pedido a prisão perpétua, enquanto os advogados de defesa do líder da irmandade NXIVM tinham requerido uma pena de 15 anos de prisão.

Antes da leitura da sentença, os advogados de defesa indicaram ao juiz que Raniere, de 60 anos, não manifestava remorsos e não lamentava a sua "conduta ou escolhas".

Esta sentença é o culminar de vários anos de revelações sobre esta irmandade, que cobrava milhares de dólares por cursos de autoconhecimento e autoajuda a membros que eram convidados para a sede da seita perto de Albany, em Nova Iorque, e para as filiais no México e no Canadá.

Os membros da seita incluíam empresárias de sucesso, herdeiras de fortunas milionárias e atrizes de Hollywood que estavam dispostas a suportar a humilhação e a jurar obediência a Keith Raniere como parte dos seus ensinamentos.

Elas tornavam-se suas escravas sexuais e tentavam convencer outras mulheres a fazerem o mesmo.

Durante uma cerimónia de iniciação, as mulheres que entravam na seita eram marcadas a sangue-frio como gado com as iniciais de Keith Raniere.

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