Daesh causou "mais de 100 mil milhões de dólares" de prejuízos

As tropas iraquianas lançaram hoje uma operação para recuperar a última das localidades nas mãos do Estado Islâmico, Rawa

O primeiro-ministro do Iraque calculou hoje em "mais de 100 mil milhões de dólares (85,7 mil milhões de euros)" os prejuízos causados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) nos três anos de ocupação de vastas zonas do país.

"Os prejuízos da ocupação do EI das cidades iraquianas ascendem já a mais de 100 mil milhões de dólares", afirmou Haider al-Abadi durante uma visita a Kerbala, cidade santa xiita onde terminou na sexta-feira uma importante peregrinação.

"E isto apenas em danos à economia e às infraestruturas", adiantou.

O EI apossou-se em 2014 de perto de um terço do território iraquiano, a norte e a oeste de Bagdad. O grupo também realizou "uma limpeza cultural" arrasando uma parte dos vestígios da antiga Mesopotâmia, segundo a ONU.

Em Mossul, segunda cidade do país, os 'jihadistas' saquearam tesouros pré-islâmicos, dinamitaram a emblemática mesquita al-Nuri com o seu minarete inclinado do século XII e deitaram fogo à principal biblioteca.

Os combates para expulsar o EI destruíram uma grande parte das cidades que os extremistas ocupavam.

O custo total para a reconstrução foi estimado entre 700 e 1.000 mil milhões de dólares (600 e 857 mil milhões de euros).

As tropas iraquianas lançaram hoje uma operação para recuperar a última das localidades nas mãos do EI, Rawa, assim como "limpar as zonas a descoberto no deserto" no oeste do país, segundo Abadi, também comandante-chefe das forças armadas.

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