Grávida de 8 meses é a quarta vítima de esfaqueamento em Londres em 28 horas

Onda de mortes com armas brancas em Londres tem motivado duras críticas à primeira-ministra Theresa May e ao presidente da câmara, Sadik Khan

Uma grávida de oito meses foi morta este sábado em sua casa no sul de Londres. O bebé sobreviveu ao ataque, mas dificilmente conseguirá recuperar do estado crítico em que se encontra, admitiram familiares citados pela imprensa local.

Kelly Mary Fauvelle, 26 anos, foi a quarta pessoa a morrer nas últimas 28 horas na capital inglesa: ela e dois homens após serem esfaqueados, um terceiro na sequência de uma luta - tornando-se assim as mais recentes vítimas da onda de ataques violentos que há meses assola Londres.

O bebé, retirado com vida no local, foi hospitalizado em estado crítico. Mas, segundo a imprensa local, um familiar informou que dificilmente sobreviverá aos ferimentos.

O presidente da câmara de Londres, Sadik Khan, anunciou que a polícia está a trabalhar intensamente para procurar resolver o problema.

Na sequência destes crimes, Sadik tem estado sob uma forte chuva de críticas dos opositores políticos e até do próprio presidente dos EUA, Donald Trump, cuja inimizade pelo primeiro presidente da Câmara muçulmano de Londres é já antiga.

"A violência contra as mulheres é endémica na sociedade e os assassinatos devastadores em casa, como este, mostram a dimensão do problema que enfrentamos. As minhas orações vão para essa criança inocente e com a mãe que morreu tragicamente", escreveu Sadik Khan na rede social Twitter.

Na sequência da morte de Kelly Mary Fauvelle, a polícia deteve um suspeito de 29 anos. As restantes três mortes levaram à detenção de outras cinco pessoas.

Sadik Khan, noutra mensagem, disse que a unidade de combate aos crimes violentos (VCTF, sigla em inglês) da Polícia Metropolitana de Londres "deteve mais de 5000 pessoas e confiscou mais de 1500 armas perigosas no ano passado".

Também a primeira-ministra cessante, Theresa May, tem sido responsabilizada pela onda de violência dos últimos meses, tanto pelos cortes orçamentais impostos às forças de segurança como nos apoios sociais, o que, segundo os críticos, contribuíram para o aumento significativo dos ataques com armas brancas.

Segundo dados oficiais, registaram-se 285 esfaqueamentos mortais em Inglaterra e no País de Gales em 2018 - o nível mais elevado desde que existem registos (há mais de 70 anos).

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