Governo japonês destaca importância de vacina para realização de Tóquio2020

O governo japonês "mantém a ideia" de que os Jogos Olímpicos "decorram de forma completa no verão de 2021, como mostra da vitória completa da humanidade contra o novo coronavírus", afirmou o primeiro-ministro, Shinzo Abe.

O primeiro-ministro do Japão expressou esta segunda-feira o desejo de que os Jogos Olímpicos Tóquio2020, agendados para 2021, se disputem "de forma completa" e destacou a necessidade urgente de se descobrir uma vacina contra o novo coronavírus.

"O governo mantém a ideia de que os Jogos decorram de forma completa no verão de 2021, como mostra da vitória completa da humanidade contra o novo coronavírus", disse Shinzo Abe.

O primeiro-ministro nipónico, que falava numa conferência de imprensa na qual anunciou o levantamento do estado de emergência no país em vigor desde 7 de abril devido à pandemia de covid-19, admitiu, no entanto, que a luta contra o vírus poderá ser demorada.

"Luta contra o novo coronnavírus será demorada"

"Atualmente, o Comité Olímpico Internacional (COI) e o comité organizador Tóquio2020 estão a trabalhar na preparação dos Jogos para o verão de 2021. Mas todos sabemos que a luta contra o novo coronavírus será demorada", notou, acrescentando: "Considero de extrema importância a descoberta de uma vacina".

A incerteza sobre a evolução da pandemia e a inexistência de uma vacina tem levantado dúvidas sobre a possibilidade de disputar a competição em 2021.

Recentemente, o presidente do COI, Thomas Bach, afirmou que será impossível adiar a realização dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 além do verão de 2021.

O COI e o Comité Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos anunciaram em 24 de março o adiamento dos Jogos, devido à pandemia da covid-19, para o verão de 2021.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 343 mil mortos e infetou mais de 5,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Em Portugal, morreram 1.330 pessoas das 30.888 confirmadas como infetadas, e há 17.822 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG