Furacão Irma continua a fazer estragos apesar da menor intensidade

A tempestade atingiu praticamente toda a península da Florida e inundou casas e ruas. Cortes de eletricidade em mais de 6,5 milhões de habitações

O furacão Irma enfraqueceu para uma tempestade tropical, ainda perigosa, ao atingir o território continental norte-americano, causando inundações recorde na Florida e o corte de energia em sete milhões de casas.

A tempestade atingiu praticamente toda a península da Florida, e inundou casas e ruas, arrancou árvores de grande porte, deslocou barcos da costa, derrubou guindastes de construção e destruiu quilómetros de cabos de eletricidade.

Cerca de 220 mil pessoas estão concentradas em abrigos, na Florida, e perto de 7,2 milhões de casas e empresas estão sem energia em vários estados, à medida que a tempestade tropical Irma se desloca para sudeste.

A maioria dos afetados são os habitantes da Florida, onde o fenómeno causou cortes de eletricidade em mais de 6,5 milhões de habitações, situação que se mantinha hoje à tarde em todo o estado.

O presidente executivo da companhia de eletricidade da Florida, Eric Silagy, afirmou que o Irma causou o maior estrago da história da empresa, e relatou que quase 20 mil trabalhadores estão envolvidos nos trabalhos para restabelecer a energia, um trabalho que pode prolongar-se por semanas.

Em Jacksonville, no nordeste da Florida, as inundações alcançaram níveis históricos e as autoridades locais lançaram no twitter um apelo aos habitantes da zona do rio St. Johns para que saiam desta região, quando se espera que a situação se degrade.

A passagem do Irma, que começou como furacão de categoria 5 (o nível máximo) e baixou entretanto para tempestade tropical, motivou a retirada de milhões de pessoas e privou milhões de residentes de eletricidade na Florida, mas parece ter sido menos destrutivo do que se acreditava inicialmente nos EUA.

Neste estado norte-americano, três pessoas morreram em consequência do fenómeno, que na sua passagem pelas Caraíbas, o Irma causou pelo menos 34 mortos.

O furacão mais poderoso já registado no oceano Atlântico, o Irma chegou a registar ventos de 298 quilómetros/horas.

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