França vai proibir animais selvagens em circos itinerantes

Em Portugal, o Parlamento aprovou, em 2018, o fim do uso de animais selvagens no circo, como macacos, leões e elefantes.

A França vai proibir progressivamente os espetáculos com animais selvagens nos circos itinerantes, assim como a reprodução e aquisição de novas baleias e golfinhos nos três 'delfinários' do país, anunciou esta terça-feira a ministra da Ecologia, Barbara Pompili.

A ministra, que apresentou um conjunto de medidas para o "bem-estar da fauna selvagem em cativeiro", também anunciou o fim da criação de visons (marta) americanos destinados à fabricação de roupas e destacou que a "atitude em relação aos animais selvagens na nossa época mudou".

"Chegou o momento para que o nosso fascínio ancestral por estes seres selvagens não se traduza em situações que favoreçam o seu cativeiro em detrimento do seu bem-estar", afirmou Barbara Pompili.

A proibição dos espetáculos com animais selvagens nos circos itinerantes irá acontecer nos próximos anos, segundo a ministra, que não anunciou um calendário concreto. "Fixar uma data não resolve todos os problemas, prefiro iniciar um processo para que aconteça o mais rápido possível", justificou.

Vão ser encontradas "soluções caso a caso, com cada circo, para cada animal", afirmou ministra

Sobre o que vai acontecer aos animais - os circos franceses têm quase 500 animais selvagens -, a ministra afirmou que vão ser encontradas "soluções caso a caso, com cada circo, para cada animal".

O governo francês vai destinar oito milhões de euros para que os circos deixem de ter animais selvagens nos seus espetáculos.

"Estamos a pedir (aos circos) que se reinventem, este é um momento em que vão precisar de apoio e o Estado vai estar ao seu lado", assegurou a ministra.

Mais de 20 países europeus já limitaram ou proibiram os espetáculos de animais.

Em Portugal, em 2018, o Parlamento aprovou a proposta do PAN que determina o fim do uso de animais selvagens no circo, como macacos, leões e elefantes, sendo que ficou estabelecido uma moratória de seis anos.

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