França baixa para 3 anos início de escolaridade obrigatória

A nova lei está centrada nas desigualdades sociais. Espera-se que a entrada precoce na escola ajude na integração de pessoas de origem estrangeira e que o resto do mundo siga o exemplo francês

Mais do que a questão da educação, o que está em causa, para o Governo de Macron, é a questão da desigualdade social. É para diminuir o fosso entre as classes sociais - sobretudo nos primeiros anos de vida - que França decidiu alterar a lei. Em setembro de 2019, a escolaridade obrigatória passa a começar aos três anos e não aos seis, como até agora.

Em França, a escolaridade obrigatória termina aos 16 anos. O termo instrução é oficialmente usado porque os alunos podem ser educados fora das instituições escolares, em casa, por exemplo.

A decisão foi tomada esta quarta-feira durante uma Assembleia Nacional que aprovou a '"lei da escola de confiança" com 95 votos a favor e 11 contra. A nova lei é está apontada a combater as desigualdades e tentar a inclusão das cerca de 26 mil crianças francesas que não estão inseridas num contexto pré-escolar. Espera-se que a entrada precoce na escola ajude na integração de pessoas de origem estrangeira.

O documento que serviu de base a esta alteração na lei observa a "forte correlação entre a frequência de uma escola pré-primária e o desempenho dos alunos". "A aprendizagem de um vocabulário preciso e de estruturas linguísticas é uma alavanca importante para reduzir a primeira desigualdade, a que é colocada pela linguagem. De fato, depois de quatro anos, uma criança de um ambiente social desfavorecido ouviu 30 milhões de palavras a menos que uma criança de um ambiente social favorável", refere o documento.

Para Macron, a educação é o fator mais importante a ter em conta nas desigualdades. As cruciais, para o Presidente francês, "são aquelas em que a origem de uma pessoa - o bairro, a cidade, a classe social, a origem étnica - definem o seu destino".

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