Fogos florestais obrigam a retirar 50 mil pessoas de Haifa

Terceira maior cidade israelita está cercada pelas chamas. Autoridades admitem mão criminosa

Cerca de 50 mil residentes em Haifa, a terceira maior cidade de Israel, tiveram de ser retirados de suas casas devido ao avanço dos fogos florestais que lavram no país pelo terceiro dia consecutivo, disse
a AFP um porta-voz do município. O chefe da polícia nacional, citado pela agência Reuters, admite que há mão criminosa na origem dos incêndios, falando em "motivações políticas".

Vivem cerca de 300 mil pessoas em Haifa, onde os fogos se intensificaram esta quinta-feira, devido ao vento forte e ao tempo seco.

As autoridades não apontaram qualquer responsável para os incêndios, mas já terá havido detenções.

Ontem, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, atribuiu os fogos a causas "naturais e não naturais". O governo já pediu apoio aos países vizinhos para controlar as chamas, tendo a Grécia, Chipre, Croácia, Turquia e Rússia disponibilizado meios de combate aos incêndios.

Sobre Haifa, paira uma densa cortina de fumo. Escolas e universidades foram evacuadas e os reclusos das prisões mais próximas do perímetro a arder foram transferidos para outros estabelecimentos prisionais. Até ao momento, não há registo de feridos, ainda que pelo menos 50 pessoas tenham sido assistidas devido à inalação de fumo.

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