Filho do leão Cecil também foi morto por um caçador 

Leão foi morto em circunstâncias parecidas à da morte do pai

Um dos filhos do leão Cecil foi morto por caçadores no Zimbabué, dois anos após a morte do pai ter sido largamente criticada a nível internacional. Xanda tinha seis anos e morreu perto do Parque Natural de Hwange, tal como Cecil.

Xanda tinha uma coleira eletrónica que lhe motorizava os movimentos e foi graças a ela que Richard Cooke, o caçador, percebeu que tinha abatido um animal que vivia no parque nacional de Hwange, uma zona onde os felinos não podem ser caçados.

"Nós sabíamos que o Xanda e a sua alcateia andavam a passar muito tempo fora do parque nos últimos seis meses, mas não havia nada que pudéssemos fazer quanto a isso", disse ao Telegraph Andrew Loveridge, do departamento de zoologia da universidade de Oxford e que tem trabalhado com o Parque Natural de Hwange.

Loveridge não responsabiliza o caçador pelo sucedido e afirma que a caçada foi legal e conforme os regulamentos. "Richard Cooke é um dos 'bons rapazes'. Ele é ético, devolveu a coleira e comunicou o sucedido", continuou.

O responsável pede que seja criado um perímetro de segurança de cinco quilómetros à volta do parque, para que os caçadores não voltem a matar animais que saiam da zona protegida.

No Facebook Lions of Hwange National Park foram publicadas fotografias de Xanda. "Não acreditamos que agora, dois anos depois da morte de Cecil, a sua cria mais velha sofre o mesmo fim", diz o grupo.

Na publicação é dito ainda que Richard Cooke assassinou o irmão de Xanda em 2015.

O leão Cecil morreu em circunstâncias parecidas, a 1 de julho de 2015, quando saiu do parque. A sua morte provocou grande indignação e contestação, já que o leão era uma das estrelas do Zimbabué porque posava para as fotografias com visitantes.

O animal terá sido atraído para fora do Parque Natural de Hwange e atingido com flechas. Depois de ferido, foi perseguido durante dois dias e abatido a tiro.

O caçador foi Walter Palmer, um dentista de Minnesota, EUA. Apesar de o Zimbabué ter aberto um processo e pedido a extradição do dentista, Palmer nunca foi detido pois o tribunal considerou as acusações "demasiado vagas".

O dentista tinha as autorizações necessárias para realizar uma caçada fora do parque natural.

Segundo o Telegraph, Cooke pagou 40 mil libras, cerca de 45 mil euros, para caçar Xanda. A cabeça do leão ser-lhe-á enviada para casa, como recordação.

Palmer também guardou a cabeça e a pele de Cecil como recordação. Para isso pagou cerca de 55 mil euros.

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