Felipe VI não convoca partidos para já e dá tempo a negociações

Pedro Sánchez, que falhou a investidura na quinta-feira, tem dois meses para conseguir chegar a acordo antes de o rei espanhol convocar novas eleições.

O rei Felipe VI resolveu dar um tempo aos partidos espanhóis para que cheguem a acordo, depois de falhada na quinta-feira a investidura do socialista Pedro Sánchez, e não vai receber os representantes partidários para já.

O monarca decidiu não convocar a nova ronda de consultas "de maneira a que as formações políticas possam levar a cabo as ações que considerem convenientes", anunciou a Casa Real depois de um encontro de Felipe VI com a presidente do Congresso, Meritxell Batet, que esta sexta-feira foi até ao palácio da Zarzuela comunicar o resultado do debate de investidura.

O rei terá de voltar a ter audiências com os líderes dos partidos com representação no Congresso antes de voltar a pedir a um deles para se submeter a novo debate de investidura, convocando novas eleições caso não haja acordo até 24 de setembro. Entretanto, manterá um "contacto regular e permanente" com Batet. Caso haja eleições, estas serão a 10 de novembro.

Na quinta-feira, Sánchez - que aceitou a 6 de junho a responsabilidade de formar governo - falhou a segunda votação de investidura, depois de não ter conseguido chegar a acordo com a Unidas Podemos, de Pablo Iglesias.

Logo na noite de quinta-feira, numa entrevista à Tele5, o líder socialista disse que não era preciso desistir e mostrou vontade de "voltar ao ponto inicial" e "explorar outros caminhos" para conseguir a investidura. "Há motivos para procurar acordos do PP, Ciudadanos e Podemos", acrescentou, depois de ter alegado sempre que a sua proposta de governo de coligação com a aliança Unidas Podemos acabava em julho.

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