Família distancia-se de protestos violentos contra morte de jovem português

A família de Edir da Costa distanciou-se hoje dos protestos violentos da noite passada em Londres, que pretendiam denunciar as circunstâncias da morte do jovem português após uma operação policial.

Dois membros da família disseram à agência Lusa que a família não participou nem esteve envolvida na organização, preferindo aguardar pelo resultado das investigações oficiais.

Seis agentes ficaram feridos e quatro pessoas foram presas na sequência de uma manifestação em Londres no domingo à noite contra a morte do português Edir da Costa, informou hoje a polícia britânica.

A manifestação, que terá envolvido várias dezenas de pessoas, começou ao fim do dia de domingo junto da esquadra de polícia de Forest Gate, no este da cidade, tendo de seguida passado para a área de Stratford.

Apesar dos esforços das autoridades para tentar acalmar os ânimos e dispersar a multidão, uma parte dos manifestantes voltou para Forest Gate, onde arremessaram objetos contra a polícia e incendiaram alguns caixotes do lixo, levando à intervenção dos bombeiros.

Os confrontos continuaram até de madrugada, quando o grupo finalmente dispersou.

Os protestos pretendiam denunciar as alegadas circunstâncias da morte do jovem de 25 anos, que morreu na passada quarta-feira ho hospital na sequência de uma operação policial.

A família de Edir Frederico da Costa, conhecido pelos próximos como Edson, alega que o jovem foi vítima de violência dos agentes que tentaram prender a 15 de junho.

O caso está a ser seguido pela Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC), que indicou na sexta-feira que uma primeira autópsia não encontrou fraturas ou lesões no pescoço ou na coluna da vítima.

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