Exército dos EUA levanta restrição a transexuais

Secretário de Defesa afirmou que as Forças Armadas devem ter o melhor, independentemente da sua identidade sexual

O Exército dos EUA anunciou esta quinta-feira que vai levantar a proibição a transexuais, argumentando que as Forças Armadas devem ser capazes de ter as pessoas mais qualificadas, independentemente da sua orientação sexual.

Numa conferência de imprensa no Pentágono, o secretário de Defesa, Ashton Carter, anunciou o levantamento da restrição, justificando que há transexuais no serviço militar, embora não abertamente, e que a profissão militar deve ser aberta a todos os americanos.

"O Departamento de Defesa do Exército precisa de ter as melhores pessoas que conseguir. Nós não queremos que as barreiras nos impeçam de recrutar os mais qualificados", disse Carter, referindo que há cerca de 2500 transexuais nas Forças Armadas. A nova diretiva tem "efeito imediato".

Carter disse que, no caso dos transexuais se aplicam as mesmas normas e procedimentos que se aplicam a outros membros do Exército.

A partir de 1 de outubro, os membros do Exército que se identificam como transexuais e que assim o desejarem têm o direito de se submeterem a operações de mudança de sexo pago para pelo Departamento de Defesa.

"É a coisa certa e é mais um passo para garantir que nós recrutamos e mantemos as pessoas mais qualificadas. O nosso exército, a nossa defesa e o nosso país será mais forte", concluiu Carter.

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