Dilma diz que condenação de Lula da Silva é um "escárnio"

Ex-presidente brasileira considera que o seu padrinho político enfrenta uma "perseguição sem quartel"

A ex-Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse hoje que a condenação de seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, foi um "escárnio e um um absurdo jurídico que envergonham o Brasil".

A declaração consta de um comunicado oficial divulgado por qual Dilma Rousseff, onde a ex-chefe de Estado afirma que a condenação foi determinada "sem provas", sublinhando que Lula a Silva "é inocente" e a sua condenação "fere profundamente a democracia" brasileira.

"Sem provas, cumprem o roteiro pautado por setores da grande imprensa. Há anos, Lula [da Silva], o Presidente da República mais popular na história do país e um dos mais importantes estadistas do mundo no século XXI, vem sofrendo uma perseguição sem quartel", destacou a ex-presidente.

Hoje à tarde, Lula da Silva foi considerado culpado de ter recebido vantagens ilícitas da construtora OAS num processo que investiga a propriedade de um apartamento de luxo no Guarujá, cidade do litoral de São Paulo.

A sentença foi dada pelo juiz Sérgio Moro, que conduz os julgamentos em primeira instância da Operação Lava Jato.

O magistrado considerou que Lula da Silva recebeu o apartamento como vantagem indevida para favorecer os interesses da OAS junto do Governo brasileiro.

Dilma Rousseff foi eleita presidente do Brasil duas vezes, em 2010 e 2014, pela mesma sigla de Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores (PT).

O seu último mandato foi abreviado e Dila Roussefffoi distituida em agosto de 2016 pelo Congresso do Brasil num julgamento polémico no qual a ex-presidente foi considerada culpada da prática de crimes fiscais.

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