Europa quer medidas "realmente eficazes" contra a discriminação e a marginalização dos ciganos

O vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, lamentou hoje que a comunidade cigana continue a ser vítima de preconceitos e instou os Estados-Membros a adotar medidas realmente eficazes contra a discriminação

A declaração, assinada também pelos comissários Marianne Thyssen, Vera Jourová, Corina Cretu e Johannes Hahn, e divulgada dois dias antes da celebração do Dia Internacional dos Ciganos, refere que os ciganos "não só são vítimas de preconceitos, discriminação e marginalização", mas "muito frequentemente nem sequer têm acesso a bens essenciais, como água potável, saneamento e alimentos.

Os responsáveis europeus adiantam que 80% dos ciganos estão em risco de pobreza e apelam aos Estados-Membros que "tomem medidas realmente eficazes contra a discriminação e a marginalização dos ciganos, nomeadamente apoiando a participação e a representação dos ciganos na esfera pública".

O Dia Internacional dos Ciganos é também "uma oportunidade para aprofundar o trabalho positivo feito até à data na luta contra a discriminação dos ciganos", que permitiu alcançar alguns resultados positivos, em especial na educação.

Os ciganos são a maior comunidade minoritária da Europa: seis milhões vivem na União Europeia e quatro milhões na região dos países do alargamento (Montenegro, Sérvia, antiga República Jugoslava da Macedónia, Albânia, Bósnia-Herzegovina, Kosovo e Turquia).

Em 2017 a Comissão Europeia lançou uma avaliação abrangente do Quadro Europeu para as Estratégias Nacionais de Integração dos Ciganos até 2020, a fim de avaliar o impacto das medidas postas em prática desde 2011. Os resultados preliminares mostram que há algumas melhorias, mas que é necessário fazer mais para reforçar futuras ações no domínio da inclusão social e económica dos ciganos.

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