EUA mudam de posição em relação a colonatos israelitas na Cisjordânia. Não são "inerentemente ilegais"

Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anuncia reversão da política de longa data dos EUA sobre os colonatos israelitas na Cisjordânia, alterando assim a posição assumida pelo Departamento de Estado desde 1978.

Há 40 anos, o Departamento de Estado norte-americano considerou os colonatos israelitas na Cisjordânia como "inconsistentes com o direito internacional".

Esta segunda-feira, o secretário de Estado Mike Pompeo veio anunciar que os EUA revertem a sua posição, ropendo assim com o entendimento comum no direito internacional. Esta é a mais recente medida radical pró-Israel, que provavelmente inflamará as tensões entre o Governo Trump e os palestinianos, noticia a estação de televisão CNN.

"Depois de estudar cuidadosamente todos os lados do debate jurídico, o governo de Trump concorda com o presidente Reagan: "O estabelecimento de colonatos civis israelitas na Cisjordânia não é, por si só, inconsistente com o direito internacional", afirmou Pompeo, citando a avaliação de 1981 do presidente Ronald Reagan de que os colonatos não eram "inerentemente ilegais".

O cessar-fogo instável de Gaza parece manter-se após 50 horas de luta. Mike Pompeo referiu que esta decisão teve por base "factos únicos, a História e circunstâncias apresentadas pela fixação de colonatos civis na Cisjordânia".

Um funcionário do governo disse que o Departamento de Estado trabalha nesta decisão há quase um ano em coordenação com a equipa de paz da Casa Branca, liderada pelo genro de Trump, Jared Kushner. O funcionário referiu que a medida não muda a posição do governo de que a construção contínua de colonatos não é propícia à paz entre israelitas e palestinos.

O governo planeou anunciar esta decisão na semana passada, mas não o fez, devido à troca de tiros entre militantes palestinianos em Gaza e Israel, refere a CNN.

As autoridades palestinianas descartaram o papel dos EUA como árbitro em qualquer negociação de paz, dados os movimentos políticos do governo Trump.

Os EUA mudaram a sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, fecharam o escritório da Organização de Libertação da Palestina em Washington e reduziram o financiamento para os palestinianos.

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