EUA enviam porta-aviões para a península coreana

Os Estados Unidos ordenaram a mobilização de porta-aviões USS Carl Vinson para águas perto da Coreia do Norte, como resposta aos vários testes de mísseis de Pyongyang

Fontes do Pentágono confirmaram hoje à CNN que o almirante Harry Harris, chefe do Comando do Pacífico, ordenou a mobilização do porta-aviões da classe Nimitz e de toda a sua frota de ataque para águas próximas da península coreana.

O Carl Vinson, sob controlo da Terceira Frota (Pacífico Oriental), suspendeu uma visita prevista à Austrália e vai voltar a dirigir-se a águas próximas da Coreia do Norte, donde já esteve destacado há cerca de um mês para participar em manobras militares anuais com a Coreia do Sul.

Fontes da Defesa asseguraram que o movimento é uma resposta às novas provocações do regime comunista da Coreia do Norte, que recentemente realizou um teste de um míssil de médio alcance e fez testes com motores de mísseis.

A mudança de rumo do Carl Vinson acontece depois de, esta semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter-se reunido com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, para discutir a necessidade de evitar novas provocações de Pyongyang, aliado de Pequim.

A ameaça de matar Kim Jong-un

Ontem, o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca apresentou ao Presidente Trump opções para responder ao programa nuclear da Coreia do Norte, incluindo instalação de armas nucleares na Coreia do Sul ou matar Kim Jong-un, avança a NBC.

Segundo altos funcionários ouvidos pelo canal de televisão norte-americano, os dois cenários fazem parte de uma revisão que a equipa de Donald Trump está a fazer à política para com Pyongyang, após o encontro com o Presidente chinês, Xi Jinping, esta semana.

Caso a pressão diplomática da China e o aumento das sanções não dissuadam o líder norte-coreano a abrandar o seu desenvolvimento nuclear, o Conselho de Segurança Nacional (NSC, na sigla em inglês) propõe a Trump que considere a colocação de armas nucleares norte-americanas na Coreia do Sul.

Depois de os Estados Unidos terem retirado, há 25 anos, este tipo de armamento do território sul-coreano, a medida implicaria o primeiro destacamento nuclear de Washington no estrangeiro desde o fim da Guerra Fria.

"Temos 20 anos de diplomacia e sanções que não conseguiram deter o programa norte-coreano", disse à NBC um alto funcionários dos serviços de informação envolvido neste processo de revisão de políticas, ressalvando que posicionar as armas nucleares não é a melhor alternativa.

"Não creio que [o destacamento de armas nucleares] seja uma boa ideia, creio que só vai aquecer os ânimos em Pyongyang", comentou o almirante reformado James Stavridis.

Não vejo nenhuma vantagem porque a ideia de usarmos uma arma nuclear, até contra a Coreia do Norte, é altamente improvável

Outra opção, segundo as mesmas fontes, é atacar e acabar com a vida do líder norte-coreano e outros altos dirigentes responsáveis pelos mísseis e armas nucleares do país.

Stavridis, ex-comandante da NATO, disse sobre isto que "a decapitação [do regime] é sempre uma estratégia tentadora quando se enfrenta um líder altamente imprevisível e altamente perigoso".

"A pergunta que é preciso fazer é o que pode acontecer no dia seguinte. Creio que na Coreia do Norte isso é uma enorme incógnita", afirmou.

A terceira opção apresentada pelo NSC a Trump é uma ação encoberta, ou seja infiltrar forças especiais norte-americanas e sul-coreanas na Coreia do Norte para sabotar ou minar infraestruturas de modo a entorpecer o uso de mísseis e outras armas de longo alcance.

Para Stavridis esta é a "melhor estratégia" caso os Estados Unidos se vejam obrigados a adotar medidas militares.

Perante o aumento dos testes de lançamento de mísseis de Pyongyang, Trump prometeu uma ação unilateral se Pequim não controlar o seu aliado.

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