EUA e Japão "muito próximos" de "importante" acordo comercial

Imprensa japonesa tem vindo a noticiar o consenso nas negociações comerciais entre os dois países.

O Presidente Donald Trump afirmou hoje em Biarritz, na França, à margem da cimeira do grupo dos sete países mais industrializados (G7), que os Estados Unidos estão "muito próximos" de concluírem um acordo comercial "importante" com o Japão.

Washington e Tóquio "trabalham" neste acordo desde há cinco meses, precisou o Presidente norte-americano antes do seu primeiro encontro com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, no segundo dia da cimeira do G7.

Os dirigentes dos EUA e do Japão também devem encontrar-se, à margem da reunião do G7.

Declarações na imprensa japonesa confirmam hoje que o Japão e os EUA chegaram a um largo consenso nas suas negociações comerciais e que os dois países esperam chegar a um acordo final até o fim de setembro.

"Fizemos grandes progressos", disse, no sábado, o negociador de comércio japonês, Toshimitsu Motegi, citado pela imprensa japonesa.

Toshimitsu Motegi falava em Washington, onde manteve, durante três dias, negociações bilaterais com o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer.

"Esse progresso será confirmado no encontro Japão-Estados Unidos", realizado à margem do G7, em Biarritz, acrescentou Motegi.

Donald Trump e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, mantêm boas relações, mas o Presidente dos EUA tem repetidamente criticado "o enorme desequilíbrio comercial bilateral" em benefício do Japão e pediu relações "mais justas".

Toshimitsu Motegi e Robert Lighthizer concordaram com um corte nas tarifas de Tóquio sobre a carne bovina e suína dos EUA, segundo a televisão estatal japonesa NHK e vários diários nacionais.

Por sua parte, os Estados Unidos vão cancelar as suas tarifas relativamente a um grande número de produtos industriais do Japão, mas os impostos aduaneiros sobre os carros japoneses serão, para já, mantidos e serão objeto de novas discussões, segundo a NHK.

Caso se confirme a manutenção das tarifas para o setor automóvel, esta seria uma deceção relativa para Tóquio, que quer evitar a imposição de impostos, por Washington, aos carros japoneses importados.

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