Quatro acusados pelas fugas de informações do governo norte-americano

Procurador-geral acusou quatro pessoas pelas fuga de informações confidenciais que têm assolado a administração de Trump

O procurador-geral norte-americano, Jeff Sessions, garantiu hoje que os Estados Unidos estão a investigar de forma vigorosa a fuga de informações governamentais confidenciais, anunciando a acusação até à data de quatro pessoas no âmbito deste dossiê.

Numa conferência de imprensa em Washington, o procurador-geral (o equivalente ao ministro da Justiça em Portugal) afirmou que os Estados Unidos enfrentam um "número impressionante de fugas" de informações confidenciais.

"Condeno nos termos mais fortes o número impressionante de fugas que inibem a ação do nosso governo", declarou o representante.

"Estas fugas são prejudiciais para o nosso país", reforçou Jeff Sessions.

Ao lado do diretor nacional dos serviços secretos norte-americanos, Dan Coats, o procurador-geral assegurou que desde janeiro o Departamento de Justiça dos Estados Unidos "triplicou o número de investigações ativas sobre fugas de informação" e indicou que, até ao momento, quatro pessoas foram acusadas de terem revelado sem autorização informações classificadas.

Em finais de julho, o Presidente norte-americano, Donald Trump, lançou, através da sua conta pessoal na rede social de mensagens 'online' Twitter, duras críticas a Jeff Sessions.

Na altura, Trump acusou o procurador-geral (que foi o primeiro senador americano a apoiar a sua candidatura presidencial) de ter uma posição "muito fraca" nas investigações aos alegados crimes de Hillary Clinton, numa referência às mensagens de correio eletrónico da ex-secretária de Estado norte-americana e ao caso dos vários milhares de 'emails' internos do Comité Nacional Democrata (CND) que foram divulgados publicamente em julho de 2016.

Nas últimas semanas, Jeff Sessions tem estado sob o holofote das críticas de Donald Trump, que, segundo chegou a noticiar a imprensa norte-americana, terá falado com diversos conselheiros sobre a possibilidade de demitir o procurador-geral e as eventuais consequências dessa decisão.

Numa entrevista ao jornal The New York Times, Trump afirmou que nunca teria mantido Sessions em funções caso soubesse que este iria pedir escusa de uma investigação dirigida pelo seu próprio Departamento, neste caso concreto, sobre a alegada ingerência russa nas eleições presidenciais norte-americanas de novembro do ano passado.

"Jeff Sessions aceita o cargo, entra para o cargo, pede escusa, o que - francamente - acho que é muito injusto para com o Presidente", declarou na altura Trump ao jornal.

"Como é que se aceita o cargo e depois se pede escusa? Se ele tivesse pedido escusa antes do cargo, eu teria dito 'obrigado Jeff, mas não te vou aceitar.' É extremamente injusto - e isso é dizer pouco - para com o Presidente", acrescentou.

Em reação a estas declarações do Presidente dos Estados Unidos, Jeff Sessions disse então que tencionava permanecer no cargo.

"Adoro este trabalho, este Departamento [de Justiça] e planeio continuar a fazê-lo enquanto for apropriado", afirmou Sessions.

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