Etiópia é o país com o maior número de refugiados

Só no mês de abril, 3,2 milhões de pessoas tiveram que deixar as suas casas devido aos conflitos entre as comunidades e à seca, neste país.

Etiópia é o país que registou no último ano o maior número de pessoas deslocadas, "uma definição de uma crise esquecida", disse numa visita ao país o secretário-geral do Conselho Norueguês dos Refugiados, Jan Egeland.

Citado pela agência EFE, Jan Egeland disse que "ninguém escolhe ser deslocado. Ninguém escolhe ser arrancado da sua casa ou forçado a fugir com nada além das roupas que está a usar". "O sofrimento que tenho visto na Etiópia é devastador", acrescentou.

De acordo com a EFE, só no mês de abril deste ano 3,2 milhões de pessoas tiveram que deixar as suas casas devido aos conflitos entre as comunidades na Etiópia, que tem mais de 80 grupos étnicos, e por causa da seca.

Atualmente há mais de 70 milhões de pessoas deslocadas em todo o mundo, um dado recorde desde a segunda Guerra Mundial, Etiópia está no topo da lista.

"Cada dia, em média 37 mil pessoas são forçadas a fugir de sua casa", disse em declarações à EFE, Jan Egeland, cuja visita coincide com a celebração do Dia Mundial do Refugiado (dia 20 de junho).

O Conselho Norueguês dos Refugiados pediu aos países para apoiarem o duro trabalho que países como a Etiópia estão a fazer, que recebam mais refugiados do que a maioria das nações europeias e aliviem "o sofrimento humano de milhões de pessoas que fogem de conflitos no mundo".

Apesar da abertura democrática do país, depois de anos de protestos e greves nas regiões de Oromia, local onde nasceu o primeiro-ministro, Abiy Ahmed, e Amhara, onde vive o segundo maior grupo étnico do país, o número de deslocados internos na Etiópia aumentou 75% no último ano e meio, de acordo com relatórios de organizações humanitárias.

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