Fundador do Wikileaks arrisca pena de 170 anos de prisão

EUA apresentaram esta quinta-feira 17 novas acusações contra Julian Assange

Os Estados Unidos apresentaram esta quinta-feira novas acusações, incluindo uma por espionagem, contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que já tinha uma acusação de conspiração por entrar em computadores governamentais.

As novas acusações foram feitas por um grande júri do Estado da Virgínia, que agora acusa Assange de espionagem e publicação de documentos altamente confidenciais, o que poderá significar uma sentença de até 170 anos.

Os procuradores alegam que Assange pode ter cometido um ato de espionagem através da colaboração com agentes de inteligência para obter e distribuir informação secreta, com a defesa do acusado a justificar com o argumento de que é parte de seu trabalho jornalístico.

"Julian Assange não é jornalista, o nosso departamento leva a sério o papel dos jornalistas na nossa democracia", disse o secretário-adjunto do procurador-geral dos EUA, John Demers, em comunicado.

A procuradoria apresentou acusações contra Assange em abril por conspirar com a ex-soldado Chelsea Manning, que em 2010 forneceu ao portal WikiLeaks mais de 700.000 documentos secretos. Manning, que foi libertado da cadeia, acabou por ser detida novamente por se recusar testemunhar no processo que envolve o fundador do WikiLeaks.

Assange enfrenta uma possível pena de cinco anos de prisão por esta primeira acusação.

O ativista está preso desde 11 de abril em Londres, quando as autoridades britânicas procederam à sua detenção dentro da Embaixada do Equador no Reino Unido, onde esteve asilado desde 19 de junho de 2012.

O Equador pôs fim ao asilo de Assange por este ter violado as medidas de coação aplicadas em 2012.

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