Estado Islâmico mata 232 pessoas e usa famílias como escudos humanos

Grupo terrorista executou civis e agentes das forças de segurança e está a usar oito mil famílias para frustrar ataques da coligação

Os 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico executaram pelo menos 232 pessoas esta semana na zona de Mossul, norte do Iraque, à medida que as tropas iraquianas se aproximam da cidade, acusou hoje uma porta-voz da ONU em Genebra.

Além disso, o grupo terrorista está a forçar as populações das zonas em volta de Mossul a juntarem-se na cidade, para servirem de escudos humanos, disse à imprensa uma porta-voz do Alto Comissariado dos Direitos Humanos, Ravina Shamdasani.

Serão cerca de oito mil famílias, de seis membros cada em média, que o Estado Islâmico obriga a ficarem perto das instalações militares para frustrarem os ataques da coligação internacional que quer tomar a cidade iraquiana, segundo a Reuters.

O grupo "forçou dezenas de milhares de pessoas a abandonarem as suas casas nalguns distritos em volta de Mossul", afirmou a porta-voz da ONU. Os civis que recusam obedecer às ordens dos 'jihadistas'"são executados no momento", disse.

Informações recebidas pela ONU referem a "execução a tiro, na quarta-feira" 26 de outubro de 232 pessoas. Entre as vítimas, precisou, estão "190 antigos agentes das forças de segurança iraquianas".

As informações "foram corroboradas na medida do possível", acrescentou, sublinhando que o número de execuções pode ser superior.

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