Rosenstein, procurador-geral-adjunto dos EUA, na corda bamba

Rod Rosenstein terá colocado o lugar à disposição. Casa Branca anuncia reunião com Trump na quinta-feira. Procurador-geral adjunto está ligado à investigação sobre a alegada interferência russa nas eleições norte-americanas de 2016

O número dois do Departamento de Justiça dos EUA, Rod Rosenstein, terá colocado o lugar de procurador-geral adjunto à disposição e espera ser exonerado do cargo pelo presidente Donald Trump na Casa Branca.

A AP avançou que Rosenstein iria ser demitido e o site Axios que ele se antecipou apresentando a demissão de forma verbal ao Chief of Staff da Casa Branca, John Kelly, antes de ser afastado pelo presidente norte-americano.

Horas depois, o Washington Post avançou que Rosenstein se vai manter no cargo, pelo menos por agora, tendo prevista uma reunião com presidente Trump, na Casa Branca, na quinta-feira.

"Como o presidente está na Assembleia Geral da ONU e tem a agenda toda preenchida com líderes de todo o mundo eles vão anres reunir-se na quinta-feira quando o presidente regressar a Washington D.C", indicou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee.

Estas notícias surgem depois de o New York Times ter avançado, na semana passada, que Rosenstein sugerira realizar gravações secretas a Trump, para averiguar se seria possível invocar a 25.ª emenda da Constituição dos EUA e destituí-lo de presidente.

Rosenstein ficou responsável pela investigação à alegada interferência da Rússia nas eleições dos EUA em 2016, tendo designado o procurador especial Robert Mueller para liderar a mesma depois de Trump ter demitido James Comey do cargo de diretor do FBI.

Numa declaração, citada esta tarte pela Reuters, o ex-diretor-adjunto do FBI, Andrew McCabe, disse estar "profundamente preocupado" com as notícias sobre a saída de Rod Rosenstein.

"Não há nada mais importante para a integridade da aplicação da lei do que proteger a investigação do procurador especial [Robert] Müller. Se os rumores sobre a saída de Rosenstein se confirmarem temo que esta investigação esteja em risco", afirmou McCabe, que foi demitido pelo atual procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, em março.

Mas o próprio Sessions caiu em desgraçada face a Trump, ao recusar ser ele a liderar a investigação à alegada interferência russa nas eleições dos EUA em 2016.

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