Eslovénia aproveita efeito Melania com bolos e pantufas presidenciais

Em Sevnica, a cidadezinha eslovena onde a futura primeira-dama dos Estados Unidos cresceu, as operadoras turísticas organizam tours pela casa e pela escola que a ex-modelo frequentou.

Com os seus cinco mil habitantes, Sevnica podia ser apenas mais uma pacata cidadezinha no centro da Eslovénia. Mas desde que Donald Trump venceu as presidenciais americanas de 8 de novembro, o rodopio de turistas e jornalistas não mais parou. Tudo porque foi ali que há 46 anos nasceu Melania Knavs, a atual senhora Trump que no dia 20 se torna a nova primeira-dama dos Estados Unidos. E para receber os visitantes, os comerciantes locais rivalizam nas referências à ex-modelo e ao poderoso marido: do bolo Melania da pastelaria Julija às pantufas Casa Branca da Kopitarna, passando pelo hambúrguer Trump da pizzaria Rondo.

A pequena Eslovénia, uma ex-república da Jugoslávia de dois milhões de habitantes, está empenhada em tirar o máximo proveito da sua mais famosa cidadã. "O interesse mundial pela Eslovénia explodiu graças a Melania Trump, e isso logo no momento em que o marido anunciou a candidatura às presidenciais", explicou à AFP Livija Kovac Kostantinovic, do gabinete de turismo esloveno. Só entre janeiro e outubro, o país já viu o número de turistas americanos aumentar 11% em relação ao período homólogo. E até final do ano, as autoridades esperam receber mais de 80 mil americanos, um número a subir em relação a 2015.

No centro das atenções está Sevnica, onde Melania cresceu, tendo frequentado a escola local e onde os pais ainda têm um apartamento, apesar de viverem a maior parte do tempo junto da filha em Nova Iorque. As operadoras turísticas locais não só já organizam tours pelos locais ligados à futura primeira-dama americana, apenas a segunda nascida fora dos EUA, mas também alargam mesmo a oferta a Liubliana, onde a filha de uma empregada de uma fábrica têxtil e de um vendedor de automóveis começou a carreira de modelo que a levou depois a Milão e finalmente a Nova Iorque. Foi aí que conheceu Donald Trump em 1998, dois anos depois de se ter mudado para a América. Casaram em 2005, um ano antes de Melania obter a nacionalidade americana.

Dias depois da vitória de Trump nas presidenciais, a NBC foi a Sevnica reconstituir os primeiros passos de Melania. Recebidos por um enorme cartaz com o rosto da futura primeira-dama dos EUA, os jornalistas da cadeia de televisão americana falaram com antigos colegas de turma de Melania, entre os quais Mirjana Jelancic, hoje diretora da escola local. "Fico muito feliz por ela", garantiu.

Mas depois dos bolos, dos hambúrgueres e das pantufas temáticos, a Casa Branca decidiu interpor na justiça eslovena uma providência para evitar qualquer exploração comercial não autorizada no nome e na imagem do presidente eleito e da mulher. Foi assim que o cartaz à entrada de Sevnica desapareceu e que os hambúrgueres Trump se passaram a chamar apenas hambúrgueres presidenciais.

Embaixadora Ivana?

Casado em terceiras núpcias com Melania, Donald Trump já antes não resistira ao charme de outra mulher da Europa de Leste. Em 1977, a checa Ivana Zelnickova tornava-se a primeira senhora Trump. E se o divórcio foi pronunciado em 1992, a ligação da ex-esquiadora olímpica, hoje com 67 anos, ao agora presidente eleito dos EUA não foi esquecida na República Checa. Em novembro, dias depois das presidenciais americanas, o presidente checo Milos Zeman garantia em conferência de imprensa que a América "não poderia ter uma melhor embaixadora" no seu país do que Ivana Trump. Um cargo que a própria terá dito gostar de desempenhar.

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