Escutas a Trump escondidas em microondas, sugere conselheira

A fuga de documentos da CIA providenciada pela Wikileaks sustenta as alegações de que Obama escutou Trump, diz Kellyanne Conway.

A conselheira política do Presidente dos EUA admitiu hoje no Good Morning America da ABC "não ter nenhuma prova" de que Barack Obama tenha posto Donald Trump sob escuta antes deste ser eleito.

Porém, antes já tinha especulado num jornal de New Jersey que "infelizmente", há "muitas maneiras nos vigiarmos mutuamente", referindo, a título de exemplo, fornos microondas "que se transformam em câmaras" de filmar - o que automaticamente a colocou numa posição de chacota generalizada nas redes sociais, que já criaram o "microwave gate"

No show da ABC, Kellyanne, uma das figuras mais controversas do staff de Trump, explicou-se dizendo que esta referência aos microondas não foi feita no âmbito específico das acusações a Obama mas sim como teoria geral sobre vigilância.

A Câmara dos Representantes dos EUA desencadeou uma investigação às acusações de Donald Trump a Obama. O Presidente dos EUA disse basicamente que o seu antecessor o colocara sob vigilância na Trump Tower (o arranha-céus de Nova Iorque onde Trump morava antes de ser eleito para a Casa Branca).

Kellyanne afirmou-se "muito contente" com esta investigação. Os investigadores já pediram a Trump e ao seu staff provas das alegações feitas contra Obama pelo atual Presidente. Também disse que a recente fuga de informação de documentos da CIA providenciada pela Wikileaks justificam as acusações de Trump ao seu antecessor.

O senador republicano John McCain - feroz adversário de Trump - já disse que o Presidente "tem uma de duas escolhas: ou se retrata ou fornece as informações que o povo americano merece, porque se o presidente Obama violou a lei então temos aqui uma questão muito séria, para dizer o mínimo".

O inquérito da Câmara dos Representantes está a ser conduzido pelo republicano Devin Nunes (eleito na Califórnia e descendente de açorianos).

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