Equador anuncia detenção de indivíduo ligado ao portal WikiLeaks

Programador sueco foi detido quando se preparava para viajar para o Japão, no mesmo dia em que Assange foi detido em Londres.

A ministra do Interior do Equador, Maria Paula Romo, disse que as autoridades do país detiveram uma pessoa ligada ao portal WikiLeaks, fundado por Julian Assange, que foi detido, na quinta-feira, no interior da embaixada equatoriana em Londres.

"Uma pessoa próxima à WikiLeaks, que reside no Equador, foi detida esta tarde (quinta-feira), enquanto se preparava para viajar para o Japão", revelou o Ministério do Interior na sua conta oficial no Twitter.

Durante uma entrevista numa rádio local, Maria Paula Romo assumiu que a detenção "é para fins de investigação", preferindo não entrar em mais detalhes.

"Temos de ser muito cautelosos" com as investigações, disse Romo, deixando claro que o seu Governo não vai "permitir que o Equador se torne num centro de pirataria continental"

De acordo com a Associated Press, o homem detido é Ola Bini, um programador sueco. As autoridades equatorianas estão a investigar se ele faz parte de um grupo ligado à WikiLeaks e a Assange que estariam a chantagear o presidente do Equador, Lenín Moreno.

O fundador do portal WikiLeaks foi detido na quinta-feira em Londres com base em duas acusações: uma por quebra das medidas de coação que levou a um mandado de detenção em 2012 por um tribunal londrino e a segunda na sequência de um pedido de extradição dos Estados Unidos, que o acusam de "pirataria informática" e conspiração.

Julian Assange, nascido há 47 anos na Austrália, foi detido no interior da embaixada do Equador na capital britânica, onde se encontrava há cerca de sete anos, depois de Quito lhe ter retirado o direito de asilo.

Um juiz britânico ouviu Assange e considerou o fundador do WiliLeaks culpado por ter violado os termos da sua liberdade condicional, uma acusação que pode resultar numa pena de até 12 meses de prisão no Reino Unido.

As acusações norte-americanas relativas à publicação de dezenas de milhares de documentos governamentais secretos poderão levar a uma batalha judicial para tentar extraditá-lo para os Estados Unidos.

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