Encontrada morta na prisão mãe que matou a filha num caso que abalou Espanha em 2013

Rosario Porto estava presa e condenada a 18 anos de prisão, acusada da morte de Asunta, a filha adotiva de 12 anos em setembro de 2013.

Rosario Porto, a mãe que estava presa e acusada da morta da filha adotiva Asunta em 2013, num caso muito mediático em Espanha, foi encontrada morta na prisão na manhã desta quarta-feira no estabelecimento prisional de Brieva (Ávila), em Espanha, onde estava a cumprir pena

A mulher, que já tinha tentado o suicídio em outras ocasiões, tinha sido condenada a 18 anos de prisão, juntamente com o marido (jornalista), acusada da morte da filha Asunta Basterra, 12 anos e de origem chinesa, em setembro de 2013, na localidade de Teo, próxima de Santiago de Compostela.

Rosario Porto, advogada, sempre negou ter matado a filha, que foi encontrada morta num descampado a poucos quilómetros de Santiago e a poucos metros da casa da sua família -foi sedada com vários comprimidos antes de ser morta.

A mulher já tinha cumprido sete anos da pena de 18 a que fora condenada em três prisões diferentes. E de acordo com o El País, já tinha tentado acabar com a vida outras vezes, a última das quais em 2018.

O assassinato de Asunta Basterra terá sido um "plano concertado" entre os pais da menina de 12 anos, segundo o despacho de instrução do juiz do processo, citado na altura pelo El Mundo.

De acordo com o mesmo documento, foi Alfonso Basterra, o pai adotivo, quem administrou "a dose tóxica de Orfidal" no dia 21 de setembro.

Quando a menina se encontrava sob o efeito dos medicamentos, Rosario Porto, a mãe adotiva, asfixiou-a. Depois, o corpo de Asunta, 12 anos, foi levado pela mãe para o local onde acabou por ser encontrado o seu cadáver.

O juiz José Antonio Vasquez afirmou ainda no seu despacho, segundo o El Mundo, que o pai da menina a drogou com altas doses de Orfidal em várias ocasiões que Asunta dormiu em sua casa (os pais estavam separados).

Asunta, de 12 anos, foi adotada com poucos meses de vida, era sobredotada e tinha um dom inato para a música, a dança e idiomas. Tinha acabado de criar um blogue em inglês que falava de assassinatos e de mortes por resolver.

Alfonso Basterra, de 49 anos, jornalista, vivia há 20 anos na Galiza, onde colaborou com vários meios de comunicação. Ao contrário de Rosario, era pouco comunicativo e muito calado. Estava separado da mulher, mas viviam em casas próximas, no centro de Santiago de Compostela.

O facto de viverem no centro da cidade, rodeados de comércio, de câmaras de videovigilância, ajudou à investigação. Foi precisamente uma dessas câmaras que captou a imagem de Rosario a sair da garagem da sua casa, no dia 22, numa altura em que a filha já estava dada como desaparecida.

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