Empresa corta salário a homossexual para ganhar o mesmo que mulheres

Antigo trabalhador alega que foi demitido de uma empresa de organização de eventos de Nova Iorque devido à sua orientação sexual. Primeiro, terá sido humilhado.

Aconteceu em Nova Iorque. Um antigo funcionário de uma empresa de organização de eventos está a processar o antigo patrão por alegadamente ter sido alvo de discriminação por ser homossexual. Wesley Wernecke diz que a Eventique lhe reduziu o salário para metade porque estaria a ganhar muito mais do que as outras mulheres da empresa.

A história é contada pela NBC News que explica como Wesley Wernecke acusa a Eventique de o ter demitido após o CEO Henry Liron David descobrir que o funcionário era homossexual.

Segundo garantiu o advogado de Wernecke, Anthony Consiglio, num e-mail enviado à NBC News, "Wesley foi pessoalmente recrutado pela empresa para ser um produtor sénior e, uma vez que se soube que era gay, a empresa começou a excluí-lo do negócio". A advogada do CEO, Gena Zaiderman, negou as acusações, descrevendo-as como "infundadas".

Wernecke conta que tinha acabado de começar a trabalhar para a Eventique, que representa marcas como a Nike, Twitter e Amazon, quando David começou a retirar-lhe trabalhos.

O produtor tinha deixado o seu anterior emprego - onde esteve três anos - para se juntar à Eventique, em junho deste ano. Uma semana depois de ter sido contratado, os colegas de trabalho fizeram comentários sobre o seu anel de noivado ser muito "feminino" e perguntaram-lhe se a sua mulher tinha um igual, ao que este respondeu que sim, o seu companheiro usava uma aliança semelhante.

Na denúncia que fez, Wernecke garante que foi quando começaram os problemas: foi banido e excluído de reuniões profissionais e de eventos sociais do escritório, preterido para trabalhos que poderiam render comissões avultadas e sujeito a observações discriminatórias. David, o CEO da empresa, deixou de o cumprimentar como fazia.

A alegada discriminação afetou a saúde mental de Wernecke, que revelou ter sido obrigado a marcar uma consulta com um psiquiatra pela primeira vez na sua sua vida, além de ter começado a tomar antidepressivos.

Por fim, David chamou o produtor ao seu gabinete para lhe comunicar que iria cortar o seu salário de 145 000 dólares anuais para os 70 000 dólares. "Não conseguia dormir à noite sempre que pensava que lhe estava a pagar muito mais do que às outras mulheres do escritório", terá dito o CEO a Wernecke, segundo a denúncia, que adianta que o salário do funcionário foi ainda mais reduzido antes de Liron David decidir despedir o funcionário, no início de outubro.

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