Embaixadora dos EUA na ONU exige reunião do Conselho de Segurança aberta ao público

Para que "qualquer país que escolha defender as atrocidades do regime sírio o faça à vista de todos"

Nikki Haley, embaixadora norte-americana na ONU, diz que os EUA defendem que a reunião de emergência do Conselho de Segurança seja aberta ao público para que "qualquer país que escolha defender as atrocidades do regime sírio o faça à vista de todos, para todo o mundo ouvir", de acordo com o The Guardian.

A reunião de emergência acontece depois do ataque norte-americano contra o regime sírio, a pedido da Rússia.

"Uma reunião de emergência do grupo de trabalho sobre o cessar-fogo terá lugar hoje" disse o escritório do enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura.

"A reunião, que será presidida pelo enviado especial, foi solicitada pela copresidência russa e aceite pela copresidência dos Estados Unidos", segundo o gabinete de Staffan de Mistura.

Nenhuma declaração oral ou escrita foi agendada para o final da reunião.

Staffan de Mistura se recusou-se a comentar o ataque dos EUA na Síria por agora.

Os Estados Unidos lançaram um ataque com 59 mísseis de cruzeiro contra a base aérea de Shayrat, de onde terão partido os aviões envolvidos no ataque com armas químicas que na terça-feira matou pelo menos 86 pessoas em Khan Sheikhun, no noroeste do país.

O bombardeamento de terça-feira foi assumido pelas autoridades sírias que, no entanto, negaram categoricamente ter usado armas químicas.

Na versão do regime de Bashar al-Assad, o ataque atingiu um depósito de armas químicas da Frente Al-Nosra, contrabandeadas para a província de Idleb a partir da fronteira com o Iraque e a Turquia, e que foram escondidas em zonas residenciais da zona.

Em resposta ao ataque de hoje, a Rússia já anunciou o reforço das defesas antiaéreas da base e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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