Hezbollah considera que embaixada dos EUA em Jerusalém é "um passo inútil"

Pelo menos 16 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas na sequência de protestos contra a nova embaixada americana em Jerusalém, que tiveram lugar esta segunda-feira junto à fronteira com Gaza

O grupo militar libanês Hezbollah afirmou hoje que a decisão dos Estados Unidos de deslocar a sua embaixada de Telavive para Jerusalém é "um passo unilateral que os palestinianos não aceitam e, portanto, é inútil".

O vice-presidente do grupo, Sheikh Naim Kassem, falava hoje em Beirute durante o 70.º aniversário da "Nakba" (catástrofe), quando milhares de palestinianos fugiram ou foram expulsos de onde é hoje Israel.

Kassem acrescentou que, "se deus quiser, o Nakba que aconteceu há 70 anos será motivo de mudança e libertação".

Os Estados Unidos inauguram hoje a sua Embaixada em Jerusalém, cidade reconhecida unilateralmente pelo Presidente norte-americano como capital de Israel.

A inauguração coincide com o 70.º aniversário do Estado judaico e surge na véspera do dia em que os palestinianos assinalam o Nakba (desastre, em árabe), que designa o êxodo palestiniano em 1948, quando pelo menos 711.000 árabes palestinianos, segundo dados da ONU, fugiram ou foram expulsos das suas casas, antes e após a fundação do Estado israelita.

O dia tem sido marcado por protestos junto à fronteira com Gaza que já fizeram pelo menos 16 mortos e mais de 500 feridos.

O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a transferência da embaixada instalada até agora em Telavive foram anunciados por Donald Trump a 06 de dezembro, em consonância com a sua promessa eleitoral, mas em rutura com décadas de consenso internacional.

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