"Ele [Trump] não é apenas medíocre como republicano. É medíocre como americano"

Um senador republicano criticou duramente o Presidente dos EUA, Donald Trump, acusando-o de ser um líder "medíocre" e prevendo a sua derrota nas eleições presidenciais de 3 de novembro.

"Há muitos assuntos sérios sobre os quais não concordamos", disse Ben Sasse, senador eleito pelo Estado de Nebrasca, quando questionado sobre as suas relações com o Presidente, durante uma videoconferência com os seus constituintes.

"Ele não é apenas medíocre como republicano. Ele é medíocre como americano", disse Sasse, numa referência violenta contra Donald Trump, apesar de pertencerem ao mesmo partido e de o senador estar a falar a eleitores que estão neste momento a decidir o seu voto nas eleições presidenciais.

Aliás, Sasse disse que lhe parece "muito provável" uma derrota do candidato republicano no próximo dia 3 de novembro, numas eleições que ele prevê poderem vir a ser "um banho de sangue" para o seu partido, admitindo que possa perder a maioria no Senado que atualmente detém.

Ben Sasse criticou ainda a forma como Trump "beija o rabo a ditadores", referindo-se às relações estabelecidas com o Presidente chinês, Xi Jinping, e "a forma como ignora os uigures, que estão literalmente em campos de concentração em Xinjiang", referindo-se às perseguições do Partido Comunista Chinês à minoria muçulmana naquela região chinesa.

"Ele não levantou um dedo em nome do povo de Hong Kong", disse Bem Sasse, explicando que, com Trump, "os Estados Unidos regularmente traem os seus aliados".

Na política interna, o senador condenou a forma como o Presidente do seu partido "trata as mulheres e deita dinheiro fora", acrescentando que Trump "faz troça dos evangélicos, nas costas deles" e prefere "namorar com os supremacistas brancos".

Ben Sasse, que é um senador republicano da fação religiosa e conservadora do partido, também critica a forma como o Presidente tem gerido a pandemia de covid-19, dizendo que Trump recusou-se a levar a sério a crise sanitária "por tempo demais".

Nas eleições de 3 de novembro, para além da escolha do novo Presidente, os eleitores vão ainda eleger 35 dos 100 senadores, determinando se os republicanos mantêm a vantagem de quatro assentos que possuem no Senado dos EUA.

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