Egito anuncia morte de 18 jihadistas no Monte Sinai

Esta operação das forças de seguranças surge dois dias após um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico contra um veículo do exército egípcio.

As forças de segurança egípcias mataram 18 alegados jihadistas na península do Monte Sinai, no nordeste do país, dois dias após um ataque mortal às forças armadas, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (IS), anunciou o Ministério do Interior.

"O departamento de segurança nacional recebeu informações sobre um grupo de terroristas que se refugiou numa casa em Bir al-Abd", uma cidade na província do Sinai do Norte, divulgou o ministério, num comunicado publicado na noite de sábado, citado pela agência estatal MENA.

As forças de segurança foram este sábado ao local e "atacaram e mataram 18 terroristas após uma troca de tiros".

Após o ataque, as forças de segurança egípcias confiscaram armas e explosivos, nomeadamente três dispositivos e dois cintos de explosivos, além de 13 metralhadoras, acrescentou o ministério.

A operação ocorreu dois dias após um ataque reivindicado pelo EI contra um veículo do exército egípcio em Bir al-Abd, durante o qual 10 soldados foram "mortos ou feridos", segundo oficiais militares.

Na passada quinta-feira, o porta-voz das Forças Armadas Egípcias, Tamer al Rifai, informou, numa breve nota, que uma explosão em Bir al Abd causou a morte e ferimentos de um oficial, um sub-oficial e oito soldados.

Na sexta-feira, o EI reivindicou a responsabilidade pelo ataque contra um veículo blindado naquela localidade. No mesmo dia, o exército anunciou que havia matado dois jihadistas que considerou "muito perigosos" no Sinai, uma península que vive focos de insurreição.

As forças de segurança egípcias estão a tentar, desde há anos, conter insurgentes no norte do Sinai, onde existe um grupo local associado do Estado Islâmico. A insurgência aumentou depois da saída do exército do Presidente islâmico Mohamed Morsi, em 2013, após grandes protestos.

O exército lançou em fevereiro de 2018 uma vasta operação "antiterrorista" na região e em certas zonas do deserto ocidental, entre o Vale do Nilo e a fronteira com a Líbia. Desde o lançamento desta operação, mais de 800 suspeitos de serem jihadistas e quase 70 soldados foram mortos em confrontos, segundo dados oficiais.

No entanto, a região está interdita a jornalistas e nenhum balanço de fonte independente está disponível.

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